Ultimamente ando assistindo bastante filmes, tornando-se alguns deles meus favoritos. Infelizmente eu não sou muito boa em fazer um post especifico pra cada filme, então decidi reunir em um post só os dez últimos filmes que assisti, sendo bons ou ruins, right right right?
Eu realmente não tenho palavras pra falar em como esse filme é tocante, emocionante e tudo "ante". A forma que o filme retrata um assunto tão real com simplicidade e delicadeza é magnifico. Ainda não imagino outra atriz fazendo a Laure. É realmente bastante encantador, demorei pra caramba pra achar o download, mas achei, assisti e adorei.
""Tomboy" é a denominação dada para meninas que gostam de agir como meninos.
No filme da diretora Céline Sciamma (Lírios D’Água), Laure é uma
menina de dez anos, que muda de casa constantemente, em decorrência do
trabalho do pai.
Ao ir para uma nova residência ainda nas férias, ela faz amizade com uma grande turma de garotos da vizinhança, mas se apresenta como Mikael.
Isso faz com que ela se aproxime de Lisa, a única menina do grupo.
Não demora até que Lisa caia em amores por Mikael, mas as férias estão
para acabar e Laure não sabe como fará para manter seu segredo."
Esse final de semana eu tive a oportunidade de ver o longa-metragem de um dos personagens mais engraçados (e depressivos) que a MTV já patrocinou, seu nome é tão cômico quanto sua vida.
Napoleon é um garoto de dezessete anos que estuda em uma das escola particulares da área nobre de Nova York, o filme retrata o dia-a-dia de um dos garotos mais populares nos últimos anos do colegial e como ele seleciona a garota que deve acompanhá-lo ao baile de primavera.
Brincadeirinha.
Na verdade, este jovem herói vive sua vida pacata em uma cidadezinha com cara de interior chamada Preston, gosta de desenhar magos, guerreiras e legres - animal criado a partir de habilidades mágicas misturando um leão e um tigre -, seu melhor amigo é um mexicano com bigode de garçom, e além de todos esses atributos e qualidades, ele ainda tem uma lhama no quintal de casa!
Sem mais delongas, com vocês, Napoleon Dynamite...
O filme não só retrata a historia dele, também tem a presença do seu irmão de 34 anos, Kip, que conhece sua esposa em um chat na internet e começa um investimento de revender tupperwares com seu tio, um ex jogador de futebol americano falido.
Também temos o ilustre Pedro, um aluno novo de outro país que se torna melhor amigo de Napoleon e resolve se cadidatar a virar presidente da escola disputando com a garota mais popular, e a dupla *~pussy destroyers~* ainda conseguem ir acompanhados ao baile. Existe também o desenho animado com seis episódios de 2011.
Nota: 4/5
Trilha sonora: 3/5
Diretor: Jared Hess
Ano: 2004
Gênero: Comédia
"She was Lo, plain Lo in the morning. Standing four feet ten in one sock. She was Lola in slacks. She was Dolly at school. She was Dolores on the dotted line. But in my arms she was always… Lolita. Light of my life. Fire of my loins. My sin, my soul. Lo-lee-ta…" Para muitos, resquícios de pedofilia. Para outros, exploração da verdadeira beleza que o filme possue. Mas, na verdade, qual seria a verdadeira beleza do filme? Onde o vilão, na verdade, pode ser considerado a vítima?
Desde que conheço 'Lolita', considero-a uma história fascinante. Assisti a adaptação do Adrian Lyne recentemente (De 1997) e achei o trabalho sensacional. O início do filme, na verdade, não é exatamente o início. É consideravelmente "o final", onde Humbert, com todos os seus sentimentos pela Dolores Haze, diz a frase que está logo no início do post. Em seguida, o filme volta ao "normal", o que nos permite descobrir aos poucos como começou a história entre o professor Humbert e a ninfeta Lolita.
A versão do Kubrick (De 1962) driblou as censuras da época e foi possível conotações sexuais de forma sutil. Porém, em 1997, Adrian também realizou a sua versão. As cenas de sexo não eram sutis como na versão de Kubrick, eram bem mais explícitas, fazendo com que o filme ganhe uma atmosférica mais poética. Uma outra coisa que podemos perceber é que o roteiro é mais original seguindo de forma mais fiel o romance.
No livro, Dolores tem 12 anos, já no filme ela tem 14 anos. E isso foi meio que um "catalisador" para Humbert ao encontrá-la, já que, também aos 14 anos, ele teve uma paixão sem limites, onde fez com que feridas abrissem seu coração. Ao primeiro momento que o professor a encontra podemos perceber a expressividade dos sentimentos através dos seus olhos, de uma forma que você 'entra' no personagem. Foi algo bem real e que o Jeremy Irons realmente interpretou bem.
Lolita meio que quebra o estereótipo de "14 anos, criança, inocente e pura". Podemos perceber que ela já é bastante desenvolvida sexualmente e com vários interesses que a diferem das "verdadeiras" crianças. Logo no início, ao perceber que ele já estava loucamente apaixonado por ela, percebemos a troca de olhares entre eles, os toques, os sentimentos que ficavam no ar. Em outras palavras: Dolores Haze, aos 14 anos, usou todas as armas que uma mulher usaria pra seduzir um homem.
Aí entramos na questão: Esse homem, na verdade, é um pedófilo, um vilão e que só quer se aproveitar de uma criança. Será? Olhando superficialmente a história, sim, pensamos isso. Mas, ao assistir o filme, talvez, trocamos os papéis de quem é o Batman e quem é o Coringa. Desde o início percebemos que Dolores usava de todas as formas tentar seduzí-lo. Talvez isso seja pelo fato de ser carente afetivamente e emocionalmente, logo ela vê Humbert como seu porto seguro. Entretanto, muitas das atitudes dela faz com que, principalmente se você "entra" no personagem, se machuque. Ao ler o livro você nem a imagina tão "perversa". Como por exemplo, quando ela conta a Humbert de algumas "brincadeirinhas" que já fazia. Tão inocente e tão perversa, ao mesmo tempo.
Humbert, extremamente apaixonado, se entrega a Lolita. E, ao meu ver, isso fez com que ela o tratasse feito animal, capacho e pau-mandado. A quantidade de "I'm sorry" que ela diz a ele é incontável, mas, mesmo assim, ele continua lá, amando-a e colocando-a sempre em primeiro plano. Dolores o destroi, possivelmente aumenta a sua ferida em relação a garota que amou na adolescência, porém ele ainda a ama. As atitudes dela, durante o filme, são totalmente repugnantes e cruéis com o homem que realmente a ama.
O que mais me machucou (Sim, como eu disse, "entro no personagem"), foi o fato dela ter fugido, engravidado de outro e, mesmo assim, ligar para Humbert que, até então estava desesperado, pedindo dinheiro. Isso, com toda certeza, fez com que eu tomasse ódio dela. Foi totalmente desumano. Porém, mesmo assim, Humbert vai lá e ainda tenta mudar a opinião de Lo para que ela volte com ele. Por óbvio julgando pelas suas atitudes ao decorrer do filme, ela não voltou. Poderia contar o que acontece logo em seguida, porém acho que há alguém que não assistiu o filme ainda, então prefiro não dar mais spoilers...
O filme (Pelo ou menos o de 1997) é delicado, doce e um tanto quanto poético (mesmo a Lolita sendo uma completa filha da puta) - E essa foi a melhor definição que encontrei e que antes já tinha visto em outro local. Quem tiver a oportunidade de assistir, assista. Realmente é maravilhoso, não imagino outras pessoas além de Dominique Swain e Jeremy Irons fazendo os papéis. Foi a melhor escolha que o Adrian fez.
Uma das características mais marcantes dos filmes do Tarantino, na minha humilde opinião, é a trilha sonora. Em Pulp Fiction, logo no início, já temos uma música pra lá de maravilhosa "abrindo" o filme. Foi aí que me passou pela cabeça: "Gosh, mal posso esperar terminá-lo". Entretanto, a trilha sonora é realmente o que me fez me apaixonar ainda mais por ele, confesso. Tenho um caso de amor com trilhas sonoras que dão uma "vida" ao filme (Não que esse seja um caso em Pulp Fiction, já que ele é extramemente maravilhoso por si só) e sempre dou aloca e vou atrás das músicas para baixar depois. Sendo assim, obviamente, fiz o mesmo com Pulp Fiction e fui atrás das músicas que fazem o filme ainda melhor.
Fiz uma lista de reprodução no You Tube com as músicas que passam durante o filme (A lista está logo abaixo), tem umas que são muito ♡_♡ (Como 'Girl, You’ll Be a Woman Soon – Urge Overkill', impossível não lembrar da Mia com essa música, gente), outras eu não curto muito já que tem diálogos e tal.
As músicas do vídeo são:
1. Pumpkin and Honey Bunny (Diálogo)/Misirlou – Dick Dale, Amanda Plummer, Tim Roth
2. Royale With Cheese – Samuel L. Jackson, John Travolta
3. Jungle Boogie – Kool & the Gang
4. Let’s Stay Together – Al Green
5. Bustin’ Surfboards – The Tornadoes
6. Lonesome Town – Rick Nelson
7. Son of a Preacher Man – Dusty Springfield
8. Zed’s Dead, Baby [Diálogo] – Centurian, Maria De Medeiros, Bruce Willis
9. Jack Rabbit Slims Twist Contest (Dialogue)/You Never Can Tell – Chuck Berry, Jerome Patrick Hoban
10. Girl, You’ll Be a Woman Soon – Urge Overkill
11. If Love Is a Red Dress (Hang Me in Rags) – Maria McKee
12. Bring Out the Gimp (Diálogo)/Comanche – Peter Green, , Duane Whitaker
13. Flowers on the Wall – The Statler Brothers
14. Personality Goes a Long Way [Diálogo] – Samuel L. Jackson, John Travolta
15. Surf Rider – The Lively Ones
16. Ezekiel 25:17 [Diálogo] – Samuel L. Jackson
Ainda tem a faixa bônus que vem no dvd de colecionador(?), porém não achei necessário colocá-las aqui. Para escutar a lista de reprodução, clique aqui.
Dirigido e escrito por Harmony Korine e lançado em 1997, Gummo, incomum e fascinante.
Tudo se passa em uma cidadezinha chamada Xenia no sul do Estados Unidos, que em 1974 foi devastada por um furacão surpresa a tornando o que é hoje.
Sem seguir nenhuma regra de Hollywood, Gummo tem um começo nada concreto e um final totalmente aberto, sem personagens principais ou clímax, o filme basicamente conta com cenas aleatórias de um elenco formado por crianças e adolescentes, os atores escolhidos são desconhecidos e mesmo depois do filme não obtiveram fama. É um filme que presenteia os curiosos com o bizarro, doentio e incomum. Há inúmeras cenas de homofobia, bullying, drogas, abuso sexual, racismo e entre outras coisas.
O diretor não quis cativar o espectador e muito menos deixa-lo confortável ao ver, é um filme que esta entre a linha tênue de amor e ódio. Totalmente anti-cinema, trilha sonora exótica, com cenas fortes e chocantes. Vale a pena ver pra quem procura por algo diferente.